Priscila Oliveira conquista no Rio título da competição e vai se juntar à Yane Marques para representar o Brasil no Pan de Guadalajara, em outubro no México
Uma dupla conquista! É assim que a pentatleta Priscila Oliveira pode resumir sua participação no Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno de 2011, que começou nesta quinta-feira, 2 de junho, e vai até domingo, 5, no Complexo Esportivo de Deodoro, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A pernambucana vai se juntar a sua conterrânea Yane Marques e representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro no México. A notícia veio com a medalha de ouro conquistada nesta sexta-feira, 3 de junho, na competição da capital fluminense.
Assim como o maior nome do país no Pentatlo Moderno, Priscila faz parte do centro de treinamento da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) em Recife, o Salesiano/Powerade-PE, e integra, como sargento, a Comissão de Desportos do Exército no Rio de Janeiro (CDE-RJ). Até então, ela liderava a seletiva nacional da modalidade para o Guadalajara, confirmando seu favoritismo.
Para garantir seu passaporte para os Jogos do México, a atleta teve que superar a amiga de treino, a paraibana Larissa Lelly, também do Salesiano/Powerade-PE e da CDE-RJ, e a carioca Mariana Laporte, revelada no PentaJovem, projeto que a CBPM mantém há pouco mais de dois anos na capital pernambucana e na Cidade Maravilhosa para formação de novos atletas na modalidade.
O Brasil tem o direito de enviar quatro representantes do Pentatlo Moderno para o Pan, dois no feminino e outros dois no masculino. Dentre as mulheres, Yane Marques já havia garantido a sua vaga após o primeiro lugar no Pan-Americano da categoria em novembro do ano passado, no Rio.
“Com a conquista da competição, a número seis no ranking mundial provou que não há nenhum adversário no plano continental. Por isso, a atleta passou a ter um programa especial desenvolvido pelo Comitê Olímpico Brasileiro, que a permite participar de todo o calendário mundial sem passar pelas seletivas que vão acabar lhe causando um desgaste desnecessário”, conta Celso Sasaqui, vice-presidente da CBPM.
Na competição desta sexta-feira, Priscila Oliveira começou liderando a esgrima e a natação. Larissa Lellys vinha sempre na sua cola em segundo. Na inusitada prova de hipismo que desclassificou a metade das competidoras por causa da falta de sintonia com os cavalos, Priscila e Larissa ficaram incrivelmente empadas com 3328 pontos.
No decisivo evento combinado de tiro e corrida, a pernambucana somou 1748 pontos contra 1612 da paraibana e garantiu sua vaga na competição do México.
A carioca Mariana Laporte que vinha lutando pelo terceiro lugar com a argentina Gabriela Raute, garantiu a medalha de bronze na disputa ao somar 4364 pontos contra 3416 da atleta do país vizinho.
Ao final do dia, Priscila garantia sua vaga para o Pan de Guadalaraja, a medalha de ouro no Sul-Americano e o Brasil conseguia dominar o pódio feminino da competição, já que Larissa ficou com a prata.
Quatro medalhas no peito
Além de Priscila, a carioca Mariana Laporte também saiu com várias conquistas para contar. Ao lado de Juliana Domingues (PentaJovem-RJ) e Amanda Turute (PentaJovem-RJ), a atleta também competia pelo Brasil na categoria júnior e foi medalha de ouro com a pontuação somada.
A Argentina Ayelen Zapata ficou com a medalha de prata (4156) e a carioca Juliana Domingues a de bronze (3320).
Como o Brasil ganhou a disputa por equipes tanto no feminino do sênior quanto do júnior, Laporte encerrou sua participação no Campeonato Sul-Americano de 2011 com quatro medalhas (três de ouro e uma de bronze).
E neste sábado, 4, é a vez de o país conhecer os atletas no masculino que vão para Guadalajara. Cinco nomes estão no páreo pelas duas vagas, que estão em completa indefinição: Daniel Santos (CDE-RJ), Wagner Romão (CDE-RJ), Luis Magno (CDE-RJ), Danilo Fagundes (PentaJovem-RJ) e William Muinhos (PentaJovem-RJ), campeão Jovem A nesta quinta-feira.
Ainda amanhã, paralelamente em Deodoro, vai haver a disputa na categoria júnior masculino.
* Enviamos algumas fotos em anexo, que podem ser usadas com o crédito 'Divulação'
CREDENCIAMETO
Jornalista e produtor, não fique de fora dessa festa do esporte olímpico nacional no Rio de Janeiro. Até domingo, 5 de junho, o Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno promete ainda muitas emoções.
Confirme sua presença através de um dos canais de Comunicação abaixo!
* Aproveitamos para enviar todo o material produzido até agora sobre o evento!
APAR COMUNICAÇÃO
Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM)
Ana Paula Domingues - (21) 9698-9708
Raimundo Aquino - (21) 9245-8696
aparcomunica@gmail.com
www.pentatlo.org.br
Twitter: @Pentatlo
Facebook: Pentatlo
NOTICIAS DE ESPORTES OLÍMPICOS E DAS CIDADE DE COTIA SÃO ROQUE VARGEM GRANDE PAULISTA
sábado, 4 de junho de 2011
CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE PENTATLO MODERNO DE 2011 De 2 a 5 junho no Complexo Esportivo de Deodoro – Rio de Janeiro – RJ
APAR COMUNICAÇÃO
Ana Paula Domingues - (21) 9698-9708 / Raimundo Aquino - (21) 9245-8696
aparcomunica@gmail.com
www.pentatlo.org.br / Twitter: @Pentatlo / Facebook: Pentatlo
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE PENTATLO MODERNO
Fundada em 21 de outubro de 2001
Filiada à União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM)
Filiada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE PENTATLO MODERNO DE 2011
De 2 a 5 junho no Complexo Esportivo de Deodoro – Rio de Janeiro – RJ
* CALENDÁRIO
Quinta-feira (2 de junho)
Jovem (masculino e feminino)
Sexta-feira (3 de junho)
Júnior feminino
Sênior feminino
Sábado (4 de junho)
Júnior masculino
Sênior masculino
Domingo (5 de junho)
Revezamento misto jovem, júnior e sênior
* HORÁRIOS E INSTALAÇÕES (válido para todos os dias)
8h – Esgrima
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
11h – Natação
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
13h30 – Hipismo *
Parque Equestre General Eloy Menezes
Avenida Duque de Caxias, 2660 - Vila Militar
* No primeiro dia não haverá a prova, já que a categoria Jovem não inclui o esporte
16h - Evento Combinado (Tiro e Corrida)
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
17h30 - Premiação
Ana Paula Domingues - (21) 9698-9708 / Raimundo Aquino - (21) 9245-8696
aparcomunica@gmail.com
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CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE PENTATLO MODERNO
Fundada em 21 de outubro de 2001
Filiada à União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM)
Filiada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE PENTATLO MODERNO DE 2011
De 2 a 5 junho no Complexo Esportivo de Deodoro – Rio de Janeiro – RJ
* CALENDÁRIO
Quinta-feira (2 de junho)
Jovem (masculino e feminino)
Sexta-feira (3 de junho)
Júnior feminino
Sênior feminino
Sábado (4 de junho)
Júnior masculino
Sênior masculino
Domingo (5 de junho)
Revezamento misto jovem, júnior e sênior
* HORÁRIOS E INSTALAÇÕES (válido para todos os dias)
8h – Esgrima
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
11h – Natação
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
13h30 – Hipismo *
Parque Equestre General Eloy Menezes
Avenida Duque de Caxias, 2660 - Vila Militar
* No primeiro dia não haverá a prova, já que a categoria Jovem não inclui o esporte
16h - Evento Combinado (Tiro e Corrida)
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
17h30 - Premiação
Pentatlo Moderno consolida instalações no Rio como importante centro olímpico brasileiro
Com Campeonato Sul-Americano da categoria, Confederação Brasileira do esporte realiza mais uma competição internacional na cidade. O Secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, enaltece as iniciativas da instituição e confirma que as arenas onde provas serão disputadas estarão mais completas para 2016
O Rio de Janeiro definitivamente se projetou na rota dos grandes eventos esportivos mundiais. Mais do que isso: se fixou nela. Os Jogos Pan-Americanos de 2007 foram somente o embrião de uma onda de competições que passariam a escolher o cenário carioca como papel de parede. O auge da capital fluminense aconteceu há dois anos quando foi escolhida sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Até lá, a cidade ainda abraça outras disputas internacionais, como a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Mundiais Militares, agora em julho, e diversos torneios das confederações nacionais.
É o caso do Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno, que chega nesta quinta-feira, 2 de junho, ao Rio. Como apoio do Ministério do Esporte, o torneio vai reunir até domingo, 5, grandes nomes da modalidade no continente vão passar pelas provas de esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida nas arenas do Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste da cidade. Instalações essas que foram construídas para o Pan de 2007 e hoje se mantêm ativas como legado dos Jogos para a cidade.
Para se ter uma ideia, é lá que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) mantém a versão carioca do PentaJovem, projeto de formação de novos atletas no esporte olímpico com mais provas a serem executadas. Com a realização do Sul-Americano de 2011, Deodoro se firma como um importante polo de desenvolvimento do Pentatlo Moderno no país.
A constatação é do secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser. Em entrevista concedida à CBPM, o gestor público fala da importância do complexo e da necessidade do trabalho que a Confederação vem desenvolvendo no local. Leyser ainda revela os planos que o Ministério tem para Deodoro para as Olimpíadas do Rio.
Analisando a evolução do Pentatlo Moderno no país e se mostrando otimista com a participação dos pentatletas nas próximas competições na Cidade Maravilhosa, Leyser também destaca a visão do Ministério para que o Rio atraia, cada vez mais, competições de nível mundial para a cidade.
Confira a entrevista na íntegra:
1. O Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno de 2011 acontecerá no início de junho, no Rio de Janeiro. Qual a importância de se realizar uma competição internacional justamente no local onde teremos os Jogos Mundiais Militares em julho?
Quando construímos o Complexo Esportivo de Deodoro para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o Ministério do Esporte já tinha preocupação com o legado que aquelas instalações trariam para o esporte brasileiro. Desde então, mantivemos o complexo com uso intensivo, não apenas para competições dos diversos esportes que as instalações abrigam, mas também para treinamentos e mesmo para iniciação esportiva e projetos de esporte social. Entre o Pan de 2007 e o final de 2010, sediamos 100 eventos esportivos em Deodoro, entre mundiais, sul-americanos, seletivas olímpicas, disputas nacionais, estaduais e locais e inúmeras provas juvenis, além de treinamentos de atletas e seleções do Brasil e de outros países. Poucas instalações esportivas no país têm tanta utilização. A realização dos Jogos Mundiais Militares é parte dessa estratégia de ampla utilização do espaço. O pentatlo moderno vem contribuindo com essa estratégia, tendo realizado competições importantes em Deodoro, entre elas o Sul-Americano Open de 2007, a Final da Copa do Mundo de 2009, o Pan-Americano e o Brasileiro de 2010 e agora o Sul-Americano. Obviamente que fazer o Sul-Americano precedendo o evento militar garante um bom teste das instalações.
2. Que aprimoramentos técnicos os pentatletas que vão defender o Brasil nos Jogos Mundiais Militares podem conseguir ao competir com atletas estrangeiros?
A experiência de uma disputa internacional é inigualável. Nossos atletas necessitam ter essa experiência se o Brasil quiser galgar um espaço mais destacado no esporte mundial. E não é apenas a disputa esportiva em si que conta, mas a convivência com atletas de culturas diferentes, o ambiente numa vila olímpica ou numa concentração, a observação de novas técnicas e comportamentos, aclimatação... Tudo contribui para o aperfeiçoamento técnico. É importante que nossos atletas estejam atentos ao esporte praticado nos países que mais se destacam na modalidade para extrair deles ensinamentos sobre o que se deve ou não deve incorporar nas rotinas de treinamento e competição aqui no Brasil.
3. A mídia esportiva tem apontado o desempenho da pentatleta Yane Marques nos primeiros meses de 2011 como um dos mais destacados entre os competidores brasileiros em modalidades individuais. Que impactos o senhor vê para esse momento da vida da atleta com um possível título mundial agora em julho?
Antes de a Yane se tornar conhecida, poucos brasileiros já tinham ouvido falar do pentatlo moderno, esporte pouco divulgado no país. O desempenho dela tem sido extraordinário inclusive para projetar o esporte no Brasil. O quinto lugar na Hungria foi fantástico. Acredito que a melhora da performance da Yane é crescente e consistente, e o Ministério do Esporte se orgulha de contribuir com o aperfeiçoamento dela concedendo-lhe a Bolsa-Atleta, uma ajuda financeira para que os atletas brasileiros tenham melhores condições de se preparar para as disputas. Mas, mesmo correndo o risco de ser injusto com as demais, eu gostaria de destacar outras pentatletas que se destacam no Brasil, como a Larissa Lellys e a Priscila Oliveira, que também são bolsistas do nosso programa. Óbvio que necessitam alcançar um estágio mais avançado no ranking do pentatlo, mas esse é um processo contínuo que conta com o esforço da confederação, do Ministério e do COB, na tentativa de garantir-lhes boas condições de treinamento e competição, bons equipamentos, intercâmbio e outras formas de suporte.
4. O Campeonato Sul-Americano de 2011 é a mais recente atividade que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) desenvolve no Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Como o senhor vê o futuro de Deodoro no cenário esportivo brasileiro?
Para os Jogos Olímpicos de 2016, no Complexo de Deodoro estão previstas as competições de hipismo, tiro esportivo, esgrima e pentatlo moderno. Nos Jogos Paraolímpicos, três modalidades: esgrima em cadeira de rodas, hipismo e tiro esportivo. O centro de hóquei será um dos locais de treinamento dos Jogos Olímpicos. O Centro de Pentatlo terá a construção de uma arena de esgrima (que será também um ginásio poliesportivo permanente, um legado das Olimpíadas) e a montagem de um estande de tiro e uma pista de equitação, ambos em instalações temporárias, para completar suas instalações de forma a concentrar as competições em um só local. Além disso, em área contígua ao atual Complexo, está prevista a construção, pelo governo federal, do Parque Radical do Rio, ou X-Park, um centro de esportes radicais. Durante os Jogos de 2016, o parque abrigará três modalidades – canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike, este em instalações provisórias – e, após as competições, permitirá maior aproximação dos esportes olímpicos com a juventude carioca e brasileira, porque vai dispor de quadras poliesportivas, campo de futebol, pistas de skate e parede de escalada indoor e acomodações para atividades físicas. Deodoro será um dos principais núcleos dos Jogos de 2016, e isso projetará as instalações em nível mundial. Ali próximo será construído o novo autódromo internacional do Rio. E também na região, o governo federal está construindo um centro de treinamento de badminton. Isso demonstra que o Ministério do Esporte aposta que Deodoro, nos próximos anos, se tornará um relevante polo esportivo do Rio de Janeiro e do Brasil, o que ajudará a desenvolver a região em termos de economia, turismo, urbanismo. Vale lembrar que a região de Deodoro é a que conta com maior índice de população jovem no município do Rio.
5. Em Deodoro, a CBPM também mantém há mais de dois anos um projeto para formação de atletas; muitos deles, inclusive, vão representar o Brasil no Sul-Americano. Como o senhor avalia o movimento das diversas modalidades no país de se investir na descoberta de novos talentos? É de interesse do Ministério do Esporte incentivá-las nessa prática?
Sim, claro. O Ministério tem apoiado na prática o trabalho de clubes e confederações para formação e desenvolvimento de talentos. Temos feito dezenas de convênios com as confederações para diversas finalidades, e uma das principais é o investimento em atletas e seleções de base. A Bolsa-Atleta é outro exemplo de investimento direto no atleta estudante ou de base. Lá mesmo em Deodoro há outras modalidades que fazem trabalho de base, caso do hóquei e do judô. O Ministério incentiva de todas as formas possíveis.
6. O Brasil tem demonstrado ao longo dos últimos anos uma elevada competência para organizar campeonatos internacionais. Provavelmente este foi um fator que pesou muito na escolhida do país para sediar as Olimpíadas de 2016. Que ações de apoio o Ministério do Esporte pode oferecer para que as confederações se habilitem nas concorrências para sediar competições de alto nível em nosso país até 2016?
O governo federal pode contribuir de várias formas. Uma delas é ajudando a qualificar as instalações esportivas do país. Outra é apoiar financeiramente a operação dos eventos. Outra é fazer a articulação entre as três esferas de governo para garantir melhor estrutura aos eventos. Ou ainda a colaboração técnica para montagem dos projetos. E sobretudo oferecendo o crescente prestígio internacional do Brasil como credencial para as entidades promotoras. Todas essas formas de apoio já vêm sendo utilizadas de algum modo na conquista dos eventos que já vieram recentemente ou que virão para o país.
7. Em 2011, alguns países perderam o privilégio de sediar importantes competiçoes mundiais. Por instabilidades políticas, o Egito não vai sediar mais o Mundial de Pentatlo Moderno e, por conta da recente tragédia no Japão, o Mundial de Ginástica Artística não vai acontecer mais no país asiático, por exemplo. Frente a essas alterações imprevistas, como o Brasil poderia se mostrar capaz de receber esses torneios?
O primeiro passo é a manifestação de interesse das confederações e outras entidades do esporte brasileiro. Havendo interesse, passa-se à articulação do projeto, à busca dos meios para viabilização e à interlocução com os promotores.
8. Voltando ao Sul-Americano, a competição vai definir os pentatletas que vão representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Quais são as expectativas do senhor em relação à participação do Brasil no Pan do México?
A expectativa é boa. O Pan é mais um degrau que nossos atletas sobem na preparação para os Jogos de Londres em 2012 e para outras competições de âmbito mundial. Precisamos dar todo apoio à equipe que irá a Guadalajara. Com tranquilidade e boa preparação, nossos atletas farão o seu melhor.
9. Arriscaria algum palpite também para os Jogos de Londres, em 2012?
Prefiro reiterar que o Ministério do Esporte vem investindo de modo crescente para melhorar o posicionamento do país no esporte mundial. Há investimentos diretos do orçamento da União, da Lei Agnelo/Piva, das empresas estatais e da Lei de Incentivo. Tudo com objetivo de que o Brasil desponte e se sustente entre os melhores do mundo. Nosso propósito, alinhado com os comitês Olímpico e Paraolímpico brasileiros, é alcançar um crescimento sustentável do esporte brasileiro, para que o bom desempenho que almejamos para 2016 seja progressivo a cada edição posterior dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos. Claro que, para 2012, ainda não veremos plenamente o resultado do planejamento e dos investimentos que vêm sendo feitos, mas esse é um processo gradual. Imagino que teremos melhor desempenho do que nos Jogos de Pequim, e isso será um bom resultado.
O Rio de Janeiro definitivamente se projetou na rota dos grandes eventos esportivos mundiais. Mais do que isso: se fixou nela. Os Jogos Pan-Americanos de 2007 foram somente o embrião de uma onda de competições que passariam a escolher o cenário carioca como papel de parede. O auge da capital fluminense aconteceu há dois anos quando foi escolhida sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Até lá, a cidade ainda abraça outras disputas internacionais, como a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Mundiais Militares, agora em julho, e diversos torneios das confederações nacionais.
É o caso do Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno, que chega nesta quinta-feira, 2 de junho, ao Rio. Como apoio do Ministério do Esporte, o torneio vai reunir até domingo, 5, grandes nomes da modalidade no continente vão passar pelas provas de esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida nas arenas do Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste da cidade. Instalações essas que foram construídas para o Pan de 2007 e hoje se mantêm ativas como legado dos Jogos para a cidade.
Para se ter uma ideia, é lá que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) mantém a versão carioca do PentaJovem, projeto de formação de novos atletas no esporte olímpico com mais provas a serem executadas. Com a realização do Sul-Americano de 2011, Deodoro se firma como um importante polo de desenvolvimento do Pentatlo Moderno no país.
A constatação é do secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser. Em entrevista concedida à CBPM, o gestor público fala da importância do complexo e da necessidade do trabalho que a Confederação vem desenvolvendo no local. Leyser ainda revela os planos que o Ministério tem para Deodoro para as Olimpíadas do Rio.
Analisando a evolução do Pentatlo Moderno no país e se mostrando otimista com a participação dos pentatletas nas próximas competições na Cidade Maravilhosa, Leyser também destaca a visão do Ministério para que o Rio atraia, cada vez mais, competições de nível mundial para a cidade.
Confira a entrevista na íntegra:
1. O Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno de 2011 acontecerá no início de junho, no Rio de Janeiro. Qual a importância de se realizar uma competição internacional justamente no local onde teremos os Jogos Mundiais Militares em julho?
Quando construímos o Complexo Esportivo de Deodoro para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o Ministério do Esporte já tinha preocupação com o legado que aquelas instalações trariam para o esporte brasileiro. Desde então, mantivemos o complexo com uso intensivo, não apenas para competições dos diversos esportes que as instalações abrigam, mas também para treinamentos e mesmo para iniciação esportiva e projetos de esporte social. Entre o Pan de 2007 e o final de 2010, sediamos 100 eventos esportivos em Deodoro, entre mundiais, sul-americanos, seletivas olímpicas, disputas nacionais, estaduais e locais e inúmeras provas juvenis, além de treinamentos de atletas e seleções do Brasil e de outros países. Poucas instalações esportivas no país têm tanta utilização. A realização dos Jogos Mundiais Militares é parte dessa estratégia de ampla utilização do espaço. O pentatlo moderno vem contribuindo com essa estratégia, tendo realizado competições importantes em Deodoro, entre elas o Sul-Americano Open de 2007, a Final da Copa do Mundo de 2009, o Pan-Americano e o Brasileiro de 2010 e agora o Sul-Americano. Obviamente que fazer o Sul-Americano precedendo o evento militar garante um bom teste das instalações.
2. Que aprimoramentos técnicos os pentatletas que vão defender o Brasil nos Jogos Mundiais Militares podem conseguir ao competir com atletas estrangeiros?
A experiência de uma disputa internacional é inigualável. Nossos atletas necessitam ter essa experiência se o Brasil quiser galgar um espaço mais destacado no esporte mundial. E não é apenas a disputa esportiva em si que conta, mas a convivência com atletas de culturas diferentes, o ambiente numa vila olímpica ou numa concentração, a observação de novas técnicas e comportamentos, aclimatação... Tudo contribui para o aperfeiçoamento técnico. É importante que nossos atletas estejam atentos ao esporte praticado nos países que mais se destacam na modalidade para extrair deles ensinamentos sobre o que se deve ou não deve incorporar nas rotinas de treinamento e competição aqui no Brasil.
3. A mídia esportiva tem apontado o desempenho da pentatleta Yane Marques nos primeiros meses de 2011 como um dos mais destacados entre os competidores brasileiros em modalidades individuais. Que impactos o senhor vê para esse momento da vida da atleta com um possível título mundial agora em julho?
Antes de a Yane se tornar conhecida, poucos brasileiros já tinham ouvido falar do pentatlo moderno, esporte pouco divulgado no país. O desempenho dela tem sido extraordinário inclusive para projetar o esporte no Brasil. O quinto lugar na Hungria foi fantástico. Acredito que a melhora da performance da Yane é crescente e consistente, e o Ministério do Esporte se orgulha de contribuir com o aperfeiçoamento dela concedendo-lhe a Bolsa-Atleta, uma ajuda financeira para que os atletas brasileiros tenham melhores condições de se preparar para as disputas. Mas, mesmo correndo o risco de ser injusto com as demais, eu gostaria de destacar outras pentatletas que se destacam no Brasil, como a Larissa Lellys e a Priscila Oliveira, que também são bolsistas do nosso programa. Óbvio que necessitam alcançar um estágio mais avançado no ranking do pentatlo, mas esse é um processo contínuo que conta com o esforço da confederação, do Ministério e do COB, na tentativa de garantir-lhes boas condições de treinamento e competição, bons equipamentos, intercâmbio e outras formas de suporte.
4. O Campeonato Sul-Americano de 2011 é a mais recente atividade que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) desenvolve no Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Como o senhor vê o futuro de Deodoro no cenário esportivo brasileiro?
Para os Jogos Olímpicos de 2016, no Complexo de Deodoro estão previstas as competições de hipismo, tiro esportivo, esgrima e pentatlo moderno. Nos Jogos Paraolímpicos, três modalidades: esgrima em cadeira de rodas, hipismo e tiro esportivo. O centro de hóquei será um dos locais de treinamento dos Jogos Olímpicos. O Centro de Pentatlo terá a construção de uma arena de esgrima (que será também um ginásio poliesportivo permanente, um legado das Olimpíadas) e a montagem de um estande de tiro e uma pista de equitação, ambos em instalações temporárias, para completar suas instalações de forma a concentrar as competições em um só local. Além disso, em área contígua ao atual Complexo, está prevista a construção, pelo governo federal, do Parque Radical do Rio, ou X-Park, um centro de esportes radicais. Durante os Jogos de 2016, o parque abrigará três modalidades – canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike, este em instalações provisórias – e, após as competições, permitirá maior aproximação dos esportes olímpicos com a juventude carioca e brasileira, porque vai dispor de quadras poliesportivas, campo de futebol, pistas de skate e parede de escalada indoor e acomodações para atividades físicas. Deodoro será um dos principais núcleos dos Jogos de 2016, e isso projetará as instalações em nível mundial. Ali próximo será construído o novo autódromo internacional do Rio. E também na região, o governo federal está construindo um centro de treinamento de badminton. Isso demonstra que o Ministério do Esporte aposta que Deodoro, nos próximos anos, se tornará um relevante polo esportivo do Rio de Janeiro e do Brasil, o que ajudará a desenvolver a região em termos de economia, turismo, urbanismo. Vale lembrar que a região de Deodoro é a que conta com maior índice de população jovem no município do Rio.
5. Em Deodoro, a CBPM também mantém há mais de dois anos um projeto para formação de atletas; muitos deles, inclusive, vão representar o Brasil no Sul-Americano. Como o senhor avalia o movimento das diversas modalidades no país de se investir na descoberta de novos talentos? É de interesse do Ministério do Esporte incentivá-las nessa prática?
Sim, claro. O Ministério tem apoiado na prática o trabalho de clubes e confederações para formação e desenvolvimento de talentos. Temos feito dezenas de convênios com as confederações para diversas finalidades, e uma das principais é o investimento em atletas e seleções de base. A Bolsa-Atleta é outro exemplo de investimento direto no atleta estudante ou de base. Lá mesmo em Deodoro há outras modalidades que fazem trabalho de base, caso do hóquei e do judô. O Ministério incentiva de todas as formas possíveis.
6. O Brasil tem demonstrado ao longo dos últimos anos uma elevada competência para organizar campeonatos internacionais. Provavelmente este foi um fator que pesou muito na escolhida do país para sediar as Olimpíadas de 2016. Que ações de apoio o Ministério do Esporte pode oferecer para que as confederações se habilitem nas concorrências para sediar competições de alto nível em nosso país até 2016?
O governo federal pode contribuir de várias formas. Uma delas é ajudando a qualificar as instalações esportivas do país. Outra é apoiar financeiramente a operação dos eventos. Outra é fazer a articulação entre as três esferas de governo para garantir melhor estrutura aos eventos. Ou ainda a colaboração técnica para montagem dos projetos. E sobretudo oferecendo o crescente prestígio internacional do Brasil como credencial para as entidades promotoras. Todas essas formas de apoio já vêm sendo utilizadas de algum modo na conquista dos eventos que já vieram recentemente ou que virão para o país.
7. Em 2011, alguns países perderam o privilégio de sediar importantes competiçoes mundiais. Por instabilidades políticas, o Egito não vai sediar mais o Mundial de Pentatlo Moderno e, por conta da recente tragédia no Japão, o Mundial de Ginástica Artística não vai acontecer mais no país asiático, por exemplo. Frente a essas alterações imprevistas, como o Brasil poderia se mostrar capaz de receber esses torneios?
O primeiro passo é a manifestação de interesse das confederações e outras entidades do esporte brasileiro. Havendo interesse, passa-se à articulação do projeto, à busca dos meios para viabilização e à interlocução com os promotores.
8. Voltando ao Sul-Americano, a competição vai definir os pentatletas que vão representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Quais são as expectativas do senhor em relação à participação do Brasil no Pan do México?
A expectativa é boa. O Pan é mais um degrau que nossos atletas sobem na preparação para os Jogos de Londres em 2012 e para outras competições de âmbito mundial. Precisamos dar todo apoio à equipe que irá a Guadalajara. Com tranquilidade e boa preparação, nossos atletas farão o seu melhor.
9. Arriscaria algum palpite também para os Jogos de Londres, em 2012?
Prefiro reiterar que o Ministério do Esporte vem investindo de modo crescente para melhorar o posicionamento do país no esporte mundial. Há investimentos diretos do orçamento da União, da Lei Agnelo/Piva, das empresas estatais e da Lei de Incentivo. Tudo com objetivo de que o Brasil desponte e se sustente entre os melhores do mundo. Nosso propósito, alinhado com os comitês Olímpico e Paraolímpico brasileiros, é alcançar um crescimento sustentável do esporte brasileiro, para que o bom desempenho que almejamos para 2016 seja progressivo a cada edição posterior dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos. Claro que, para 2012, ainda não veremos plenamente o resultado do planejamento e dos investimentos que vêm sendo feitos, mas esse é um processo gradual. Imagino que teremos melhor desempenho do que nos Jogos de Pequim, e isso será um bom resultado.
Sul-Americano de Pentatlo Moderno define brasileiros que estarão no Pan de Guadalajara
Competição que acontece no Rio de Janeiro de 2 a 5 de junho será usada como última seletiva para Jogos do México
O Brasil conhecerá os nomes de seus representantes do Pentatlo Moderno nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara durante o Campeonato Sul-Americano da categoria, que começa nesta quinta-feira, 2, no Rio de Janeiro. Os resultados da competição serão usados como a quarta e última seletiva brasileira para o torneio de outubro. O país poderá enviar quatro atletas ao México, dois homens e duas mulheres.
Os aspirantes a essas vagas vêm somando pontos há sete meses em uma disputa interna para a classificação. Com o Sul-Americano de 2011, ao todo serão quatro seletivas. A primeira delas usou os resultados do Campeonato Pan-Americano do ano passado, em novembro na capital fluminense. Para a segunda, o último Brasileiro, também realizado em novembro de 2010 no Rio, serviu de base. Já a terceira teve uma disputa própria, que aconteceu em São Paulo, em março deste ano.Quem participou do Pan-Americano de 2010 vai poder descartar um resultado que não seja o Sul-Americano.
Dentre as mulheres, resta apenas uma vaga, já que a principal representante do Pentatlo Moderno no país, Yane Marques, já está classificada. A pernambucana faz parte do centro de treinamento da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) em Recife, o Salesiano/Powerade-PE, e integra, como sargento, a Comissão de Desportos do Exército no Rio de Janeiro (CDE-RJ).
No Pan do México, a sexta colocada no ranking mundial vai tentar o bicampeonato, já que foi medalha de ouro há quatro anos na Cidade Maravilhosa.
“Em virtude dos recentes resultados internacionais e da colocação de Yane no ranking mundial, a atleta passou a ter um programa especial desenvolvido pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Ele permite que a pentatleta participe de todo o calendário mundial sem passar pelas seletivas que vão acabar lhe causando um desgaste desnecessário, já que ela não tem adversários no plano nacional e Sul-Americano”, conta Celso Sasaqui, vice-presidente da CBPM.
A disputa entre as atletas pela vaga restante é encabeçada por outras duas companheiras de Yane em Pernambuco: Priscila Oliveira e Larissa Lellys, também integrantes da equipe Salesiano/Powerade-PE. Até o momento, apenas um ponto separa as pentatletas na classificação.
“Acredito que o maior sonho de um bom atleta é competir em uma Olimpíada. O Pan é um degrau que pode me levar até lá”, diz Priscila Oliveira, que já está treinando no Rio de Janeiro há duas semanas.
Além de Priscila e Larissa, a seletiva feminina para o Pan de Guadalajara conta ainda com a carioca Mariana Laporte. A atleta de 19 anos é uma revelação do PentaJovem, projeto que a CBPM mantém em Recife e na capital fluminense para a formação de novos talentos no Pentatlo Moderno.
Total indefinição entre eles
O cálculo dos pontos que cada atleta somará pelo Campeonato Sul-Americano para a seletiva do Pan obedecerá a seguinte tabela: 1º lugar – 30 pontos; 2º - 22; 3º – 16; 4º – 12; 5º – 10; e por aí vai.
Em relação aos homens, há uma total indefinição entre os cinco atletas que disputam as duas vagas. Atualmente, a diferença entre o primeiro colocado e o último é de apenas 10 pontos.
“Estou totalmente preparado para buscar um excelente resultado no Rio. Estar no Pan de Guadalajara é um objetivo que venho buscando nestes dois anos que estou no esporte”, revela Luis Magno, da atleta da CDE-RJ.
Há bem mais tempo competindo no Pentatlo Moderno e com dois Jogos Pan-Americanos na bagagem (Santo Domingo 2003 e Rio 2007), o gaúcho Daniel Santos investe na preparação psicológica às vésperas da competição. Para o pentatleta, a experiência no esporte revela sensações produzidas pelo tempo.
“Para mim será uma honra poder representar mais uma vez a equipe brasileira nesta competição, que é a Olimpíada da América. Ela também tem um sabor mais significativo, que é o de saber que após 16 anos na modalidade, ainda posso competir neste nível”, enfatiza o pentatleta também da CDE-RJ, oitavo colocado no Pan carioca.
Também já tendo representado o Brasil em um Pan-Americano, o sergipano Wagner Romão não guarda somente boas recordações de quando esteve pele única vez na competição das Américas, no Rio de Janeiro, em 2007. Superar a lembrança do passado com bom desempenho em Guadalajara é algo que o estimula nos treinamentos para o Sul-Americano.
“No Rio, sofri um acidente na equitação 10 dias antes da prova, o que me impediu de treinar na fase final de preparação. Tive que competir com muita dor. Após essa prova, prometi para mim mesmo que estaria no Pan de Guadalajara, só que sem lesão. É como se fosse o primeiro novamente. A mesma emoção e motivação em defender o Brasil”, enfatiza Romão, que integra a equipe da CDE-RJ e ficou em 11º na Cidade Maravilhosa.
Ao lado de Luis Magno, Daniel Santos e Wagner Romão, os cariocas Danilo Fagundes e William Muinhos completam a lista de brasileiros que disputam as duas vagas no masculino que o Brasil tem direito no Pan de Guadalajara. Assim como Mariana Laporte, os dois atletas também foram revelados no PentaJovem-RJ.
A CLASSIFICAÇÃO GERAL PARA O PAN 2011
Atletas
Pan-Americano 2010
Brasileiro 2010
Seletiva SP
Total
Masculino
Daniel Santos
6
11
15
32
Wagner Romão
-
15
11
26
Luis Magno
3
6
8
17
Danilo Fagundes
-
8
6
14
William Muinhos
-
5
5
10
Feminino
Yane Marques
15
-
15
30
Larissa Lellys
6
11
11
28
Priscila Oliveira
8
15
-
23
Mariana Laporte
-
8
8
16
* Os atletas que disputaram o Pan-Americano de 2010 vão poder descartar um resultado, que não seja o Sul-Americano de 2011
O Brasil conhecerá os nomes de seus representantes do Pentatlo Moderno nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara durante o Campeonato Sul-Americano da categoria, que começa nesta quinta-feira, 2, no Rio de Janeiro. Os resultados da competição serão usados como a quarta e última seletiva brasileira para o torneio de outubro. O país poderá enviar quatro atletas ao México, dois homens e duas mulheres.
Os aspirantes a essas vagas vêm somando pontos há sete meses em uma disputa interna para a classificação. Com o Sul-Americano de 2011, ao todo serão quatro seletivas. A primeira delas usou os resultados do Campeonato Pan-Americano do ano passado, em novembro na capital fluminense. Para a segunda, o último Brasileiro, também realizado em novembro de 2010 no Rio, serviu de base. Já a terceira teve uma disputa própria, que aconteceu em São Paulo, em março deste ano.Quem participou do Pan-Americano de 2010 vai poder descartar um resultado que não seja o Sul-Americano.
Dentre as mulheres, resta apenas uma vaga, já que a principal representante do Pentatlo Moderno no país, Yane Marques, já está classificada. A pernambucana faz parte do centro de treinamento da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) em Recife, o Salesiano/Powerade-PE, e integra, como sargento, a Comissão de Desportos do Exército no Rio de Janeiro (CDE-RJ).
No Pan do México, a sexta colocada no ranking mundial vai tentar o bicampeonato, já que foi medalha de ouro há quatro anos na Cidade Maravilhosa.
“Em virtude dos recentes resultados internacionais e da colocação de Yane no ranking mundial, a atleta passou a ter um programa especial desenvolvido pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Ele permite que a pentatleta participe de todo o calendário mundial sem passar pelas seletivas que vão acabar lhe causando um desgaste desnecessário, já que ela não tem adversários no plano nacional e Sul-Americano”, conta Celso Sasaqui, vice-presidente da CBPM.
A disputa entre as atletas pela vaga restante é encabeçada por outras duas companheiras de Yane em Pernambuco: Priscila Oliveira e Larissa Lellys, também integrantes da equipe Salesiano/Powerade-PE. Até o momento, apenas um ponto separa as pentatletas na classificação.
“Acredito que o maior sonho de um bom atleta é competir em uma Olimpíada. O Pan é um degrau que pode me levar até lá”, diz Priscila Oliveira, que já está treinando no Rio de Janeiro há duas semanas.
Além de Priscila e Larissa, a seletiva feminina para o Pan de Guadalajara conta ainda com a carioca Mariana Laporte. A atleta de 19 anos é uma revelação do PentaJovem, projeto que a CBPM mantém em Recife e na capital fluminense para a formação de novos talentos no Pentatlo Moderno.
Total indefinição entre eles
O cálculo dos pontos que cada atleta somará pelo Campeonato Sul-Americano para a seletiva do Pan obedecerá a seguinte tabela: 1º lugar – 30 pontos; 2º - 22; 3º – 16; 4º – 12; 5º – 10; e por aí vai.
Em relação aos homens, há uma total indefinição entre os cinco atletas que disputam as duas vagas. Atualmente, a diferença entre o primeiro colocado e o último é de apenas 10 pontos.
“Estou totalmente preparado para buscar um excelente resultado no Rio. Estar no Pan de Guadalajara é um objetivo que venho buscando nestes dois anos que estou no esporte”, revela Luis Magno, da atleta da CDE-RJ.
Há bem mais tempo competindo no Pentatlo Moderno e com dois Jogos Pan-Americanos na bagagem (Santo Domingo 2003 e Rio 2007), o gaúcho Daniel Santos investe na preparação psicológica às vésperas da competição. Para o pentatleta, a experiência no esporte revela sensações produzidas pelo tempo.
“Para mim será uma honra poder representar mais uma vez a equipe brasileira nesta competição, que é a Olimpíada da América. Ela também tem um sabor mais significativo, que é o de saber que após 16 anos na modalidade, ainda posso competir neste nível”, enfatiza o pentatleta também da CDE-RJ, oitavo colocado no Pan carioca.
Também já tendo representado o Brasil em um Pan-Americano, o sergipano Wagner Romão não guarda somente boas recordações de quando esteve pele única vez na competição das Américas, no Rio de Janeiro, em 2007. Superar a lembrança do passado com bom desempenho em Guadalajara é algo que o estimula nos treinamentos para o Sul-Americano.
“No Rio, sofri um acidente na equitação 10 dias antes da prova, o que me impediu de treinar na fase final de preparação. Tive que competir com muita dor. Após essa prova, prometi para mim mesmo que estaria no Pan de Guadalajara, só que sem lesão. É como se fosse o primeiro novamente. A mesma emoção e motivação em defender o Brasil”, enfatiza Romão, que integra a equipe da CDE-RJ e ficou em 11º na Cidade Maravilhosa.
Ao lado de Luis Magno, Daniel Santos e Wagner Romão, os cariocas Danilo Fagundes e William Muinhos completam a lista de brasileiros que disputam as duas vagas no masculino que o Brasil tem direito no Pan de Guadalajara. Assim como Mariana Laporte, os dois atletas também foram revelados no PentaJovem-RJ.
A CLASSIFICAÇÃO GERAL PARA O PAN 2011
Atletas
Pan-Americano 2010
Brasileiro 2010
Seletiva SP
Total
Masculino
Daniel Santos
6
11
15
32
Wagner Romão
-
15
11
26
Luis Magno
3
6
8
17
Danilo Fagundes
-
8
6
14
William Muinhos
-
5
5
10
Feminino
Yane Marques
15
-
15
30
Larissa Lellys
6
11
11
28
Priscila Oliveira
8
15
-
23
Mariana Laporte
-
8
8
16
* Os atletas que disputaram o Pan-Americano de 2010 vão poder descartar um resultado, que não seja o Sul-Americano de 2011
Brasileiros estarão em casa no Sul-Americano 2011
País está bem representado na competição que acontece de 2 a 5 de junho no Rio de Janeiro
Cerca de 50 atletas vão representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno de 2011, que chega ao Rio de Janeiro no próximo 2 de junho. Até o dia 5, grandes nomes do esporte no continente vão passar pelas instalações do Complexo Esportivo de Deodoro, na Vila Militar, Zona Oeste da cidade. A delegação brasileira quer repetir o feito do Sul-Americano do ano passado, quando subiu ao pódio em todas as categorias em Quito, no Equador.
A grande maioria dos pentatletas do Brasil na competição são do PentaJovem, projeto que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) mantém há mais de dois anos em Recife (PE) e no Rio (RJ) para a formação de novos talentos na modalidade. Na capital fluminense, o treinamento ao longo de todo ano é realizado no Círculo Militar da Vila Militar (CMVM), que está dentro da área das instalações do Sul-Americano deste ano.
Em Pernambuco, o centro de treinamento da CBPM, o Salesiano/Powerade, é responsável, por exemplo, pelo principal nome do esporte no país: Yane Marques. A sexta colocada no ranking mundial da União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM) também integra, como sargento, a Comissão de Desportos do Exército (CDE-RJ), que também terá atletas no Sul-Americano.
“Competir em casa é sem dúvida uma oportunidade única para os familiares e amigos dos atletas torcerem e verem as performances deles de perto. Na maioria das vezes, eles não conseguem acompanhá-los quando há competições fora do país”, destaca Fábio Corrêa, coordenador-técnico do PentaJovem-RJ.
O profissional vê ainda a Argentina como a principal adversária do Brasil na competição, tanto pelo tamanho da delegação quanto pela qualidade técnica dos atletas.
Conquistar os primeiros lugares diante do nosso maior rival e em casa é algo que está nos planos dos pentatletas brasileiros. Além da Argentina, eles terão que enfrentar muitos adversários de outros países do continente. Dentre os nomes do Brasil que são esperança de bons resultados nesta disputa, é bom ficar de olho em alguns!
ALOÍSIO SANDES (25 ANOS): O pernambucano foi medalha de bronze sênior do Sul-Americano do ano passado. O atleta integra a equipe do Salesiano/Powerade-PE, reduto de grandes nomes do Pentatlo Moderno no país, como Yane Marques, Priscila Oliveira e Larissa Lellys. Atualmente ocupa a 102ª colocação no ranking mundial e, dentre os homens, é um dos 10 principais pentatletas do país. No Rio, vai disputar na categoria sênior.
DANILO FAGUNDES (23 ANOS): É, sem dúvidas, uma das grandes revelações do PentaJovem carioca. Em Quito, ficou entre os 10 primeiros na sênior, onde destes, seis eram brasileiros. Foi bronze no Campeonato Brasileiro de 2010, atrás dos já experientes Wagner Romão e Daniel Santos. No Sul-Americano deste ano, além das primeiras colocações para somar pontos no ranking mundial, está na disputa por uma das vagas brasileiras para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro no México. No Sul-Americano, também vai disputar na categoria sênior.
WILLIAM MUINHOS (17 ANOS): Outro atleta descoberto pelo PentaJovem-RJ, no Sul-Americano de 2010, foi o sexto colocado sênior e medalha de prata na Jovem A. Com pouco mais de dois anos de treinamento, já participou de várias competições internacionais, dentre elas os Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura, em 2010, e a primeira etapa da Copa do Mundo de 2011 (Estados Unidos). Em junho no Rio, participa das categorias júnior e jovem A.
MARIANA LAPORTE (19 ANOS): A atleta carioca segue com bons resultados os passos da 'trinca pernambucana Yane-Priscila-Larissa'. No Equador, foi campeã jovem A. Em março passado, subiu ao pódio em São Paulo, ao conquistar a medalha de bronze na terceira seletiva do Pentatlo Moderno para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Assim como o colega William Muinhos, participou dos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura (2010) e da primeira etapa da Copa do Mundo de 2011 (EUA). No Rio, vai competir pela categoria júnior.
CAIO SILVA (15 ANOS): Treinando junto com Danilo Fagundes, William Muinhos, Mariana Laporte, foi campeão jovem B no último Sul-Americano, onde o Brasil ficou com os quatro primeiros lugares na categoria. Foi sua estreia - com um belo pé direito - em uma competição internacional. O bicampeonato no Rio pode ser seu presente de aniversário, já que completa 16 anos dias antes do início do torneio (30/05). Em casa, volta a competir pela jovem B.
JULIANA DOMINGUES (14 ANOS): A mais jovem pentatleta da América do Sul é uma das grandes apostas do Pentatlo Moderno nacional. Também revelada no PentaJovem carioca, vem evoluindo de forma meteórica no esporte. Na terceira seletiva da modalidade para os Jogos Pan-Americanos do México, realizada em março passado em São Paulo, ficou na quarta colocação. No Sul-Americano de 2010, competiu pela categoria jovem B, onde ficou em sétimo lugar. Neste ano, compete pela jovem A e a júnior.
Cerca de 50 atletas vão representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno de 2011, que chega ao Rio de Janeiro no próximo 2 de junho. Até o dia 5, grandes nomes do esporte no continente vão passar pelas instalações do Complexo Esportivo de Deodoro, na Vila Militar, Zona Oeste da cidade. A delegação brasileira quer repetir o feito do Sul-Americano do ano passado, quando subiu ao pódio em todas as categorias em Quito, no Equador.
A grande maioria dos pentatletas do Brasil na competição são do PentaJovem, projeto que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) mantém há mais de dois anos em Recife (PE) e no Rio (RJ) para a formação de novos talentos na modalidade. Na capital fluminense, o treinamento ao longo de todo ano é realizado no Círculo Militar da Vila Militar (CMVM), que está dentro da área das instalações do Sul-Americano deste ano.
Em Pernambuco, o centro de treinamento da CBPM, o Salesiano/Powerade, é responsável, por exemplo, pelo principal nome do esporte no país: Yane Marques. A sexta colocada no ranking mundial da União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM) também integra, como sargento, a Comissão de Desportos do Exército (CDE-RJ), que também terá atletas no Sul-Americano.
“Competir em casa é sem dúvida uma oportunidade única para os familiares e amigos dos atletas torcerem e verem as performances deles de perto. Na maioria das vezes, eles não conseguem acompanhá-los quando há competições fora do país”, destaca Fábio Corrêa, coordenador-técnico do PentaJovem-RJ.
O profissional vê ainda a Argentina como a principal adversária do Brasil na competição, tanto pelo tamanho da delegação quanto pela qualidade técnica dos atletas.
Conquistar os primeiros lugares diante do nosso maior rival e em casa é algo que está nos planos dos pentatletas brasileiros. Além da Argentina, eles terão que enfrentar muitos adversários de outros países do continente. Dentre os nomes do Brasil que são esperança de bons resultados nesta disputa, é bom ficar de olho em alguns!
ALOÍSIO SANDES (25 ANOS): O pernambucano foi medalha de bronze sênior do Sul-Americano do ano passado. O atleta integra a equipe do Salesiano/Powerade-PE, reduto de grandes nomes do Pentatlo Moderno no país, como Yane Marques, Priscila Oliveira e Larissa Lellys. Atualmente ocupa a 102ª colocação no ranking mundial e, dentre os homens, é um dos 10 principais pentatletas do país. No Rio, vai disputar na categoria sênior.
DANILO FAGUNDES (23 ANOS): É, sem dúvidas, uma das grandes revelações do PentaJovem carioca. Em Quito, ficou entre os 10 primeiros na sênior, onde destes, seis eram brasileiros. Foi bronze no Campeonato Brasileiro de 2010, atrás dos já experientes Wagner Romão e Daniel Santos. No Sul-Americano deste ano, além das primeiras colocações para somar pontos no ranking mundial, está na disputa por uma das vagas brasileiras para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro no México. No Sul-Americano, também vai disputar na categoria sênior.
WILLIAM MUINHOS (17 ANOS): Outro atleta descoberto pelo PentaJovem-RJ, no Sul-Americano de 2010, foi o sexto colocado sênior e medalha de prata na Jovem A. Com pouco mais de dois anos de treinamento, já participou de várias competições internacionais, dentre elas os Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura, em 2010, e a primeira etapa da Copa do Mundo de 2011 (Estados Unidos). Em junho no Rio, participa das categorias júnior e jovem A.
MARIANA LAPORTE (19 ANOS): A atleta carioca segue com bons resultados os passos da 'trinca pernambucana Yane-Priscila-Larissa'. No Equador, foi campeã jovem A. Em março passado, subiu ao pódio em São Paulo, ao conquistar a medalha de bronze na terceira seletiva do Pentatlo Moderno para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Assim como o colega William Muinhos, participou dos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura (2010) e da primeira etapa da Copa do Mundo de 2011 (EUA). No Rio, vai competir pela categoria júnior.
CAIO SILVA (15 ANOS): Treinando junto com Danilo Fagundes, William Muinhos, Mariana Laporte, foi campeão jovem B no último Sul-Americano, onde o Brasil ficou com os quatro primeiros lugares na categoria. Foi sua estreia - com um belo pé direito - em uma competição internacional. O bicampeonato no Rio pode ser seu presente de aniversário, já que completa 16 anos dias antes do início do torneio (30/05). Em casa, volta a competir pela jovem B.
JULIANA DOMINGUES (14 ANOS): A mais jovem pentatleta da América do Sul é uma das grandes apostas do Pentatlo Moderno nacional. Também revelada no PentaJovem carioca, vem evoluindo de forma meteórica no esporte. Na terceira seletiva da modalidade para os Jogos Pan-Americanos do México, realizada em março passado em São Paulo, ficou na quarta colocação. No Sul-Americano de 2010, competiu pela categoria jovem B, onde ficou em sétimo lugar. Neste ano, compete pela jovem A e a júnior.
Rio será capital continental do Pentatlo Moderno
Cidade vai reunir pentatletas de vários países para Campeonato Sul-Americano da modalidade
O Rio de Janeiro definitivamente está na rota dos grandes eventos esportivos mundiais. Após a cidade conquistar o direito de realizar as Olimpíadas de 2016, já entra no ritmo dos Jogos Mundiais Militares, que serão disputados em julho, e virou alvo de competições de diversas modalidades olímpicas. Prova disso é que a pouco mais de um mês dos 'Jogos da Paz', a capital fluminense recebe o Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno de 2011.
De 2 a 5 de junho, pentatletas do continente vão passar pelas provas de esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida nas instalações do Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio. Eles estarão divididos em três categorias: Sênior, Júnior e Jovem, todas com modalidades masculinas e femininas.
“As entidades internacionais que regulam o Pentatlo Moderno têm lembrado constantemente do Brasil para organizar competições do esporte. Por isso mesmo, nos últimos cinco anos, temos seguido uma estratégia de trazer pelo menos um torneio internacional para o Rio anualmente, com o apoio indispensável do Ministério do Esporte”, esclarece Helio Meirelles, presidente da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM).
Em Deodoro, os brasileiros vão ter uma 'dupla-disputa' nos quatro dias de torneio. Além de competirem pelos primeiros lugares para adicionar preciosos pontos ao ranking mundial, vão brigar por uma das três vagas restantes do Brasil para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.
O país vai enviar quatro pentatletas ao México, dois de cada sexo. Enquanto no masculino, a definição dos nomes ainda é incerta, dentre as mulheres, uma das vagas já foi preenchida pelo principal nome do esporte no país, Yane Marques.
A pernambucana faz parte do centro de treinamento da CBPM em Recife, o Salesiano/Powerade, e integra, como sargento, a Comissão de Desportos do Exército no Rio de Janeiro (CDE-RJ). A número seis no ranking mundial vai tentar o bicampeonato na cidade mexicana.
Jovens atletas são destaque
Mais de 50 atletas vão representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de 2011. Dentre os competidores, a grande maioria é do PentaJovem, projeto social que a CBPM mantém há mais de dois anos em Recife (PE) e no Rio para a formação de novos pentatletas. Somente na capital fluminense, o PentaJovem atende a cerca de 50 jovens de 8 a 19 anos. O grupo carioca que vai participar do torneio vai se sentir mais do que em casa, já que treina ao longo de todo o ano nas arenas de Deodoro.
A competição continental vai ser mais uma disputa internacional que esta equipe já terá passagem. No ano passado, o Brasil enviou algumas de suas promessas no Pentatlo Moderno para os Jogos Olímpicos da Juventude de e para o Sul-Americano, que foi disputado em Quito, no Equador. Já neste ano, três pentajovens estiveram na primeira etapa da Copa do Mundo, realizada em fevereiro nos Estados Unidos.
“A participação destes atletas em torneios mundiais é uma grande surpresa e ficamos muito satisfeitos com os resultados alcançados em tão pouco tempo. Isso mostra que estamos no caminho certo. No ano passado, fomos ao pódio em todas as categorias do Sul-Americano. Neste ano, o objetivo é ganhar por equipe em todas elas”, ressalta Celso Sasaqui, vice-presidente da CBPM.
Fique de olho no calendário do Sul-Americano 2011
Quinta-feira (2 de junho)
Jovem (masculino e feminino)
Sexta-feira (3 de junho)
Júnior feminino
Sênior feminino
Relay misto jovem (Equipes)
Sábado (4 de junho)
Júnior masculino
Sênior masculino
Domingo (5 de junho)
Relay misto júnior e sênior (Equipes)
O Rio de Janeiro definitivamente está na rota dos grandes eventos esportivos mundiais. Após a cidade conquistar o direito de realizar as Olimpíadas de 2016, já entra no ritmo dos Jogos Mundiais Militares, que serão disputados em julho, e virou alvo de competições de diversas modalidades olímpicas. Prova disso é que a pouco mais de um mês dos 'Jogos da Paz', a capital fluminense recebe o Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno de 2011.
De 2 a 5 de junho, pentatletas do continente vão passar pelas provas de esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida nas instalações do Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio. Eles estarão divididos em três categorias: Sênior, Júnior e Jovem, todas com modalidades masculinas e femininas.
“As entidades internacionais que regulam o Pentatlo Moderno têm lembrado constantemente do Brasil para organizar competições do esporte. Por isso mesmo, nos últimos cinco anos, temos seguido uma estratégia de trazer pelo menos um torneio internacional para o Rio anualmente, com o apoio indispensável do Ministério do Esporte”, esclarece Helio Meirelles, presidente da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM).
Em Deodoro, os brasileiros vão ter uma 'dupla-disputa' nos quatro dias de torneio. Além de competirem pelos primeiros lugares para adicionar preciosos pontos ao ranking mundial, vão brigar por uma das três vagas restantes do Brasil para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.
O país vai enviar quatro pentatletas ao México, dois de cada sexo. Enquanto no masculino, a definição dos nomes ainda é incerta, dentre as mulheres, uma das vagas já foi preenchida pelo principal nome do esporte no país, Yane Marques.
A pernambucana faz parte do centro de treinamento da CBPM em Recife, o Salesiano/Powerade, e integra, como sargento, a Comissão de Desportos do Exército no Rio de Janeiro (CDE-RJ). A número seis no ranking mundial vai tentar o bicampeonato na cidade mexicana.
Jovens atletas são destaque
Mais de 50 atletas vão representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de 2011. Dentre os competidores, a grande maioria é do PentaJovem, projeto social que a CBPM mantém há mais de dois anos em Recife (PE) e no Rio para a formação de novos pentatletas. Somente na capital fluminense, o PentaJovem atende a cerca de 50 jovens de 8 a 19 anos. O grupo carioca que vai participar do torneio vai se sentir mais do que em casa, já que treina ao longo de todo o ano nas arenas de Deodoro.
A competição continental vai ser mais uma disputa internacional que esta equipe já terá passagem. No ano passado, o Brasil enviou algumas de suas promessas no Pentatlo Moderno para os Jogos Olímpicos da Juventude de e para o Sul-Americano, que foi disputado em Quito, no Equador. Já neste ano, três pentajovens estiveram na primeira etapa da Copa do Mundo, realizada em fevereiro nos Estados Unidos.
“A participação destes atletas em torneios mundiais é uma grande surpresa e ficamos muito satisfeitos com os resultados alcançados em tão pouco tempo. Isso mostra que estamos no caminho certo. No ano passado, fomos ao pódio em todas as categorias do Sul-Americano. Neste ano, o objetivo é ganhar por equipe em todas elas”, ressalta Celso Sasaqui, vice-presidente da CBPM.
Fique de olho no calendário do Sul-Americano 2011
Quinta-feira (2 de junho)
Jovem (masculino e feminino)
Sexta-feira (3 de junho)
Júnior feminino
Sênior feminino
Relay misto jovem (Equipes)
Sábado (4 de junho)
Júnior masculino
Sênior masculino
Domingo (5 de junho)
Relay misto júnior e sênior (Equipes)
Jovens atletas abrem Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno
Categoria de base do esporte domina primeiro dia da competição que vai até domingo, 5 de junho, no Rio de Janeiro
Os atletas da categoria de base do Pentatlo Moderno deram a largada no Campeonato Sul-Americano da modalidade olímpica nesta quinta-feira, 2 de junho. Até domingo, 5, grandes nomes do esporte no continente vão passar pelo Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Para o Brasil, o primeiro dia de competições foi excelente.
Das 12 medalhas em disputa, os brasileiros conquistaram 10 delas.
O Sul-Americano é formado por três categorias: Jovem, Júnior e Sênior. Todas elas com provas no masculino e no feminino. Além do Brasil, com 45 atletas, cinco outras delegações enviaram representantes para a capital fluminense: Argentina (46), Chile (7), Equador (9), Venezuela (2) e Panamá (1).
A categoria de abertura do torneio, a Jovem, é formada por seis grupos, de A a E. No Sul-Americano, somente A e B fazem parte dos resultados oficiais. No entanto, os atletas da C em diante foram vistos nas arenas de Deodoro, nesta quinta-feira.
“Nós iríamos fazer uma disputa interna de aprimoramento para os jovens dessas categorias. Como outros países vizinhos viriam para o Sul-Americano, resolvemos convidá-los. A Argentina e o Chile gostaram da ideia e enviaram representantes”, revela Celso Sasaqui, vice-presidente da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM).
Diferentemente das disputas no Sênior e Júnior, que incluem provas de esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida, a categoria Jovem A não tem a prova de hipismo. Já entre os mais novos da B e C, além do salto de obstáculos com cavalo, o duelo com espada fica de fora. Na D e E, mais uma competição é retirada, o tiro esportivo.
“O atleta começa no esporte apenas competindo na natação e na corrida. Conforme vai evoluindo suas formas física e técnica, o número de modalidades vai aumentando até chegar ao Pentatlo Moderno, englobando as cinco provas”, explica Celso.
Só deu Brasil
Na competição oficial do primeiro dia do Sul-Americano no Rio, o Brasil soube aproveitar a vantagem de competir em casa. O país esteve presente em todos os pódios, levando 10 das 12 medalhas em disputa. O verde e amarelo da bandeira nacional foi o uniforme do campeão em três baterias.
Uma delas consagrou William Muinhos com a medalha de ouro na Jovem A. O carioca de 17 anos é uma das revelações do PentaJovem, projeto que a CBPM mantém há pouco mais de dois anos no Rio de Janeiro e em Recife para a formação de novos atletas. Ele fez as quatro provas da sua categoria (esgrima, natação e o evento combinado de tiro e corrida) somando 4560 pontos. A medalha de prata ficou com Felipe Nascimento (4328), integrante do centro de treinamento da CBPM na capital pernambucana, o Salesiano/Powerade-PE. Logo atrás, em terceiro lugar, Lucas Santos (PentaJovem-RJ) ficou com o bronze ao somar 4000 pontos.
No Jovem A feminino, a chilena Javiera Antonia Rosas Ceron se saiu melhor. Subiu no lugar mais alto do pódio com 3436 pontos. A prata e o bronze da categoria ficaram com o Brasil, sendo conquistadas por Amanda Turute (3300) e Andressa Lima (2684), respectivamente. Outras duas descobertas do PentaJovem-RJ.
Uma categoria depois, a Jovem B, as mulheres brasileiras dominaram as primeiras posições. A pernambucana Brenna Lima (Salesiano/Powerade-PE) ficou com o primeiro lugar, ao somar 2884 pontos. Stephany Saraiva (PentaJovem-RJ) veio logo depois com a prata (2708) e Bianca Cavalcanti (PentaJovem-RJ) encerrou o pódio canarinho (2516).
Dentre os homens da Jovem B, houve um chileno no meio do caminho. Nem tanto assim, pois ele ficou com o bronze. Gabriel Sasaqui (PentaJovem-RJ) e Caio Silva (PentaJovem-RJ) levaram a melhor ao conquistar a medalha de ouro e prata, respectivamente com 3404 e 3112 pontos.
Os atletas da categoria de base do Pentatlo Moderno deram a largada no Campeonato Sul-Americano da modalidade olímpica nesta quinta-feira, 2 de junho. Até domingo, 5, grandes nomes do esporte no continente vão passar pelo Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Para o Brasil, o primeiro dia de competições foi excelente.
Das 12 medalhas em disputa, os brasileiros conquistaram 10 delas.
O Sul-Americano é formado por três categorias: Jovem, Júnior e Sênior. Todas elas com provas no masculino e no feminino. Além do Brasil, com 45 atletas, cinco outras delegações enviaram representantes para a capital fluminense: Argentina (46), Chile (7), Equador (9), Venezuela (2) e Panamá (1).
A categoria de abertura do torneio, a Jovem, é formada por seis grupos, de A a E. No Sul-Americano, somente A e B fazem parte dos resultados oficiais. No entanto, os atletas da C em diante foram vistos nas arenas de Deodoro, nesta quinta-feira.
“Nós iríamos fazer uma disputa interna de aprimoramento para os jovens dessas categorias. Como outros países vizinhos viriam para o Sul-Americano, resolvemos convidá-los. A Argentina e o Chile gostaram da ideia e enviaram representantes”, revela Celso Sasaqui, vice-presidente da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM).
Diferentemente das disputas no Sênior e Júnior, que incluem provas de esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida, a categoria Jovem A não tem a prova de hipismo. Já entre os mais novos da B e C, além do salto de obstáculos com cavalo, o duelo com espada fica de fora. Na D e E, mais uma competição é retirada, o tiro esportivo.
“O atleta começa no esporte apenas competindo na natação e na corrida. Conforme vai evoluindo suas formas física e técnica, o número de modalidades vai aumentando até chegar ao Pentatlo Moderno, englobando as cinco provas”, explica Celso.
Só deu Brasil
Na competição oficial do primeiro dia do Sul-Americano no Rio, o Brasil soube aproveitar a vantagem de competir em casa. O país esteve presente em todos os pódios, levando 10 das 12 medalhas em disputa. O verde e amarelo da bandeira nacional foi o uniforme do campeão em três baterias.
Uma delas consagrou William Muinhos com a medalha de ouro na Jovem A. O carioca de 17 anos é uma das revelações do PentaJovem, projeto que a CBPM mantém há pouco mais de dois anos no Rio de Janeiro e em Recife para a formação de novos atletas. Ele fez as quatro provas da sua categoria (esgrima, natação e o evento combinado de tiro e corrida) somando 4560 pontos. A medalha de prata ficou com Felipe Nascimento (4328), integrante do centro de treinamento da CBPM na capital pernambucana, o Salesiano/Powerade-PE. Logo atrás, em terceiro lugar, Lucas Santos (PentaJovem-RJ) ficou com o bronze ao somar 4000 pontos.
No Jovem A feminino, a chilena Javiera Antonia Rosas Ceron se saiu melhor. Subiu no lugar mais alto do pódio com 3436 pontos. A prata e o bronze da categoria ficaram com o Brasil, sendo conquistadas por Amanda Turute (3300) e Andressa Lima (2684), respectivamente. Outras duas descobertas do PentaJovem-RJ.
Uma categoria depois, a Jovem B, as mulheres brasileiras dominaram as primeiras posições. A pernambucana Brenna Lima (Salesiano/Powerade-PE) ficou com o primeiro lugar, ao somar 2884 pontos. Stephany Saraiva (PentaJovem-RJ) veio logo depois com a prata (2708) e Bianca Cavalcanti (PentaJovem-RJ) encerrou o pódio canarinho (2516).
Dentre os homens da Jovem B, houve um chileno no meio do caminho. Nem tanto assim, pois ele ficou com o bronze. Gabriel Sasaqui (PentaJovem-RJ) e Caio Silva (PentaJovem-RJ) levaram a melhor ao conquistar a medalha de ouro e prata, respectivamente com 3404 e 3112 pontos.
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