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sábado, 4 de junho de 2011

Jogos Abertos do Interior: Cotia termina com quatro medalhas e dois troféus

Texto e fotos: Ricardo Silva

Disputados em Santos (SP), os 74º Jogos Abertos do Interior encerraram-se no último domingo (14). Desde o dia 04, a competição envolveu 208 cidades, sendo 12 na Primeira Divisão e 196 na Segunda. Nesta, estava Cotia, que faturou quatro medalhas e dois troféus.

As medalhas foram assim distribuídas: ouro para o handebol masculino Sub 21, prata para o vôlei masculino livre e bronze na ginástica rítmica (Gabriellen Chagas - arco). Os troféus foram de campeão no handebol e de vice no vôlei.

Em termos de pontos, Cotia somou 28, garantindo o 26º lugar. O Secretário de Esportes Arnaldo Gonçalves de Sousa, o Nadinho, julgou o resultado importante: "Competimos entre quase 200 cidades na Segunda Divisão e ficamos entre as 30 melhores. Nesse grande universo esportivo, foi um bom resultado. Claro que podemos evoluir, tanto que estamos traçando um planejamento para mais pontos e medalhas em 2011". Vale lembrar que, inicialmente, a organização da Olimpíada Caipira divulgou que a competição teria 220 municípios, somadas as duas divisões. Porém, 12 se ausentaram das disputas.

Na classificação geral da Primeira Divisão, São Caetano do Sul foi heptacampeã dos Jogos, com 344 pontos. Santos foi vice, com 261. Ambas estão garantidas na elite de 2011. Na Segundona, título para Mogi das Cruzes, com 141 pontos. Porém, como será sede da próxima edição dos Abertos, Mogi já estará na Primeira, dando o acesso de divisão ao vice-campeão, Santo André, com 114. Como o município do ABC foi rebaixado nos Jogos Regionais, poderemos ter a bizarra situação de uma cidade da Segundona regional estar na elite estadual.

No quadro de medalhas da Primeira Divisão, mesma posição que na pontuação: São Caetano líder, com 138 ouros, seguido de Santos com 52. Já na Segunda, Mogi teve 30 ouros, empatado com Suzano, mas vencendo nas pratas (31 a 17). Com suas medalhas, Cotia ficou apenas em 53º lugar.

No geral, os Jogos Abertos de Santos mostraram boa organização, pecando em detalhes de algumas modalidades. Destaque para a moderna Arena Santos, que abrigou as principais decisões da Olimpíada Caipira.

* Vejam como os 77 atletas defenderam a cidade

A delegação de Cotia ficou alojada na EE Braz Cubas, no bairro do Marapé. 77 atletas representaram o município, chefiados por Leandro Marques Yoshizumi. O secretário Nadinho acompanhou os trabalhos de perto, em praticamente todos os dias de competição.

Cotia iria inicialmente com 12 modalidades, mas o atleta do surf masculino não compareceu. As modalidades que representaram a cidade foram: atletismo masculino, capoeira feminina, futebol feminino livre, futsal feminino Sub 21, ginástica rítmica, handebol feminino e masculino Sub 21, karatê masculino, taekwondo masculino e vôlei feminino e masculino livre.

O melhor desempenho foi do handebol masculino. Os jovens de Cotia faturaram seu quarto título no ano. Eles já haviam sido campeões dos Regionais, da Copa São Paulo e da São Caetano Cup. Em Santos, venceram suas cinco partidas, levando o solitário ouro cotiano. Na final, disputada no dia 09, emocionante vitória sobre Araçatuba, na Arena Santos, por 29 a 28. O destaque da equipe foi Plínio, importante no momento decisivo. O ponta Brisa e o goleiro Neto foram outras duas figuras fundamentais.

O vôlei masculino livre tentou repetir o título de 2009. Chegou à final vencendo seus cinco jogos e cedendo apenas um set aos adversários, mas foi derrotado por Rio Claro, pro 3 sets a 2, no dia 14, na Unilus 3. Na Fase de Grupos, os cotianos haviam vencido os rioclarenses. O capitão Renato, que veio direto da Olimpíada Universitária Brasileira - JUBs para a competição, e Flávio foram os melhores jogadores de Cotia nesta modalidade.

O handebol feminino Sub 21 não foi para a final por muito pouco. Vindo de quatro vitórias, foi derrotado na semifinal por Sorocaba, pelo placar de 25 a 24, na prorrogação. Mas no bronze, disputado na Unilus 2, no dia 09, massacre em cima de São João da Boa Vista, por 27 a 13, garantindo a medalha. A artilheira Jéssica e Ellen fora os destaques cotianos.

A ginástica rítmica foi com apenas duas atletas para as disputas no Colégio Santista (CAIS), no dia 04. Mesmo assim, fez bonito, faturando a medalha de bronze, com Gabriellen Chagas, no arco, marcando 17,55 pontos, naquela que foi a primeira medalha cotiana destes Abertos. A cidade ficou em oitavo lugar, somando um ponto para a classificação geral.

O futebol feminino livre foi representado pela Kurdana. As garotas foram muito bem na Fase de Grupos e nas quartas de final, passando sem tomar gols, além de anotar nove tentos. Na semifinal, empate em 0 a 0 contra Botucatu, mas os pênaltis foram cruéis, tirando a cidade da decisão por 7 a 6. Na jogo do bronze, disputado na Abrescas no dia 10, vitória de Araraquara, representada pela Ferroviária, por 2 a 0. Na defesa, destaque para a goleira Márcia, que ficou 326 minutos sem tomar gols, e suas escudeiras - as zagueiras Arine e Fran. No ataque, a camisa 10 Priscila foi a artilheira, com quatro gols. Outra que chamou a atenção foi Luana, com o seu futebol de velocidade.

No futsal feminino Sub 21, também representado pela Kurdana, o desempenho começou bom. Na Fase de Grupos, duas belas vitórias, sendo que a segunda, de virada contra Mauá, contou com superação, pois algumas atletas chegaram durante a partida, em função do horário próximo do futebol de campo. Mas, nas oitavas de final, disputada no dia 10, na Arena Santos, uma inesperada virada de Sertãozinho, por 3 a 2, na prorrogação, tirou Cotia do caminho pela medalha. Destacaram-se na equipe a habilidosa ala Lum, a goleira Tati e a capitã Karina.

Nas demais modalidades, muito esforço, porém nada de pontuação. O karatê masculino, com Rodrigo Hara, no kumitê leve, foi prejudicado pelo atraso no começo das lutas. O karateca estava na quadra dos Portuários desde as 08 horas da manhã do dia 04, e só foi chamado para lutar às 23 horas. Logo no primeiro combate, foi eliminado. O taekwondo masculino levou quatro representantes; Érick Hune, com seu quinto lugar, foi quem chegou mais longe, na categoria até 80 kg. Paulo Mineda, no Poom.Se (competição de formas e simulações), ficou em terceiro, mas a prova não contava medalhas. As disputas ocorreram no dia 08, no Colégio Santista.

Na capoeira feminina, disputada no dia 10, no mesmo Colégio Santista, Sheila Gomes foi quinto lugar, no peso médio. Embora não obteve medalha, a atleta apontou que obteve evolução em suas notas na competição. No atletismo masculino, disputado no dia 12, no Tude Bastos (Praia Grande), Gílson Rodrigues de Miranda ficou em sexto lugar, com o tempo de 15'01"10. Fechando a participação de Cotia na Olimpíada Caipira, o vôlei feminino livre acumulou duas derrotas, não vencendo um set sequer na Fase de Grupos.

* Resumo da participação de Cotia nos Abertos (Segunda Divisão)

Troféus conquistados:
Handebol masculino Sub 21 (campeão)
Vôlei masculino livre (vice-campeão)
Total: 2 troféus

Classificação final nas modalidades que pontuou:
Handebol masculino Sub 21 - campeão (9 pontos)
Vôlei masculino livre - vice-campeão (7 pontos)
Handebol feminino Sub 21 - 3º lugar (6 pontos)
Futebol feminino livre - 4º lugar (5 pontos)
Ginástica rítmica - 8º lugar (1 ponto)
Não pontuaram: atletismo masculino, capoeira feminina, futsal feminino Sub 21, karatê masculino, taekwondo masculino e vôlei feminino livre
Total: 28 pontos (26º lugar)

Medalhas:
1 ouro (handebol masculino Sub 21)
1 prata (vôlei masculino livre)
2 bronzes (handebol feminino livre e Gabriellen Chagas - ginástica rítmica)
Total: 4 medalhas

Contato

(11) 8375 0391
(11) 6656 5506

www.cotiafutsalfeminino.blogspot.com





Fundada a Liga Desportiva São-Roquense

Após um longo período de discussão, e muitas reuniões realizadas, quando muitos dirigentes esportivos, estiveram presente, dando suas opiniões, sobre a elaboração de um projeto para o desporto São-Roquense, e como o carro chefe do referido projeto seria a criação de uma Liga, isto foi feito na última terça feira, dia 15, com a fundação da Liga Desportiva São-Roquense.
Presente a reunião, e constaram na ata, como fundadora da Liga, as seguintes Associações: Canguera, representado por Flávio Goes,Vila Amaral por Darcí de Paula, CA São Roque por Luiz Flavio Regianni, Maravilha por Ademir Marcelino, Paulistano por Armando Montebello, São Rafael por Alexandre Ferreira e Coringa por Cleibe Joao Ferreira. Outras equipes que participaram dos debates em reuniões passadas, não puderam participar, entre elas; GUS, Vila Nova, Athenas, 7 de Setembro e união deixa Rolar, serão incluidas enrte as filiadas. Os dirigentes, convidaram, Severino Tomaz de Aquino, para presidir a primeira Diretoria, tendo como parceiro na Vice presidência, o sr. Oris do Prado. Lembrando que Severino Tomaz, tem muita experiência a frente de clubes e Ligas, e pretende junto com todos, desemvolver um trabalho para melhorar ainda mais, o esporte de São Roque, em algumas modalidades, principalmente,o futebol e o futsal.
Para compôr o Conselho Fiscal, foram convidados os senhores; Flavio Goes, Armando Montebello, Jairo Luiz Bastos, Cleibe João Ferreira e Ademir Macelino e Matheus Henrique Berta.O Tribunal de Justiça Desportivo, será constituido de acordo com a lei federal, 9.615. Agora, a diretoria, montará um calendário, para o restante deste ano, que servirá como base para 2012.






COTIA FUTEBOL CLUBE

Brasil bate o Japão e é bicampeão do Torneio da China

Brasil bate o Japão e é bicampeão do Torneio da China


Hangzhou (China) - Com uma rodada de antecipação, o Brasil conquistou o bicampeonato do Torneio da China. Neste sábado (4/6), a equipe superou o Japão por 3 a 0, e m partida realizada na Dragon Sports Arena, em Hangzhou, na China. O resultado impossibilita que os hexacampeões mundiais sejam ultrapassados na classificação, confirmando, portanto, o título da competição asiática.

O Brasil chegou aos nove pontos, mantendo o aproveitamento máximo no campeonato. O Japão é o vice-líder, com quatro pontos (a quarta rodada será completada com o duelo entre China e Irã, logo na sequência). Neste domingo (5/6) os brasileiros farão o jogo de encerramento do torneio, às 8 horas (horário de Brasília – 19 horas locais), diante dos anfitriões,

Durante toda a primeira etapa o Brasil pressionou. Porém, o goleiro Fukimbara fez boas defesas e impediu que os nipônicos sofressem gol na primeira metade do confronto, quando ele não pôde intervir, a trave parou o ataque brasileiro, em duas ocasiões.

No segundo tempo, Leco tentou o cruzamento pela direita e a bola tocou na mão de Matsumyia dentro da área. O árbitro anotou pênalti para o Brasil. Na cobrança, Valdin colocou no ângulo superior direito de Fukimbara, abrindo o marcador aos 22min07.

Mesmo após sofrer o gol, os asiáticos seguiram apostando na marcação, com poucas investidas ao ataque. O segundo tento verde-amarelo surgiu de um erro na saída de bola nipônica. Gadeia fez o corte e a bola caiu nos pés do pivô Lukaian que mandou para o fundo das redes, aos 31min50.

O placar foi fechado aos 36 minutos, quando Pixote puxou um contragolpe e finalizou na saída de Fukimbara, decretando números finais ao confronto e mais um título para a Seleção Brasileira de Futsal.

Ficha técnica
2º Torneio da China
Brasil 3x0 Japão
Local: Dragon Sports Arena – Hangzhou (China)
Data:4/6/11 (Sábado)
Horário: 19 horas - horário local (8 horas – horário de Brasília)
Árbitro principal: Ran An (China)
Árbitro auxiliar: Jian Zhang (China)

Brasil: Djony, Neto, Pixote, Jackson e Valdin - Entraram: Marinho, Murilo, Lukaian, Dyego, Gadeia e Leco - Técnico: Marcos Sorato

Japão: Fukimbara, Komiyama, Matsumiya, Kamisawa e Hoshi - Entraram: Kitahara, Murakami, Osodo, Kogure, Nibuya e Harada - Técnico: Miguel Rodrigo

Gols
Brasil: Valdin (22:07); Lukaian (31:50) e Pixote (36:00)
Japão: --

Cartões
Brasil: Lukaian e Murilo (amarelos)
Japão: --


Gadeia comenta vitória sobre Japão e comemora título


Hangzhou (China) - A vitória sobre o Japão neste sábado (4/6), por 3 a 0, foi especial, uma vez que o triunfo confirmou o bicampeonato do Torneio da China, que está sendo disputado em Hangzhou. Para muitos do elenco brasileiro é a primeira conquista defendendo o País.

O time brasileiro chegou aos nove pontos, em três partidas, e não pode mais ser alcançado na classificação da competição, que será disputada até este domingo (5/6), quando os hexacampeões mundiais enfrentarão a China, na Dragon Sports Arena, às 8 horas (horário de Brasília ? 19 horas locais).

O fixo Gadeia comentou sobre a vitória que confirmou sua primeira conquista com a camisa ?amarelinha?. Os gols brasileiros foram marcados por Valdin, Lukaian e Pixote ? todos no segundo tempo. ?Foi um confronto difícil, como foi os demais. Conseguimos superar a forte marcação japonesa, tivemos tranqüilidade e agora podemos comemorar não só a vitória, mas também o título?, falou o jogador da Copagril/Faville/DalPonte.

?Estou sentindo uma emoção diferente neste momento. Espero que este seja o primeiro de muitos títulos ainda com esta camisa. Estou muito feliz e não poderia deixar de agradecer meus companheiros por este feito?, ressaltou Gadeia, que teve participação direta no segundo gol do Brasil, ao retomar a posse de bola na quadra ofensiva, servindo a Lukaian, que fez seu primeiro tento no campeonato.

Apesar da confirmação do título, a comemoração após o confronto foi contida. ?Ainda temos que concentrar, pois nos resta mais um desafio pela frente e nosso objetivo aqui é terminar com 100% de aproveitamento?, finalizou fazendo referência ao confronto que fecha a participação brasileira em território chinês, diante dos donos da casa.

Campeão, Brasil enfrenta os donos da casa neste domingo


Hangzhou (China) - Campeão por antecipação do Torneio da China, o Brasil encerra sua campanha na competição asiática diante dos donos da casa, neste domingo (5/6), às 8 horas (horário de Brasília – 19 horas locais), na Dragon Sports Arena, em Hangzhou. O desafio brasileiro é encerrar com 100% de aproveitamento a competição internacional.

Após as vitórias sobre Irã (3 a 1), Romênia (9 a 1) e Japão (3 a 0), a expectativa é de que o time encerre bem sua passagem pela Ásia. “A China evoluiu muito em relação ao ano passado, mas o Brasil, seja qual for a situação, não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória. Apesar de já sermos campeões temos a responsabilidade de vencer”, destacou o fixo Leco.

“Os jogadores que estão aqui brigam por vagas, por isso, pensamos não só na vitória, mas em apresentar um bom futsal. Vamos com tudo para cima da China, para fechar bem esta competição”, complementou o fixo da Krona/Joinville/DalPonte, que já acumula 94 partidas pela Seleção Brasileira.

Leco falou sobre sua avaliação pessoal durante os três primeiros jogos do Torneio da China. “Eu saio consciente de que estou tentando ser o mais regular possível. Coloquei isso como uma estratégia pessoal: estar sempre sendo convocado e atuando em um nível bom. Agora com mais um título no currículo e isto para mim é motivo de orgulho”.

2º Torneio da China
Dragon Sports Arena – Hangzhou (China)
1º/6 (Quarta-feira)
China 2x3 Romênia
Irã 1x3 Brasil
Folga: Japão

2/6 (Quinta-feira)
Japão3x0 China
Romênia 3x3 Irã
Folga: Brasil

3/6 (Sexta-feira)
Irã 2x2 Japão
Brasil 9x1 Romênia
Folga: China

4/6 (Sábado)
Japão 0x3 Brasil
China 2x9 Irã
Folga: Romênia

5/6 (Domingo)
6h00* - Romênia x Japão
8h00* - Brasil x China
Folga: Irã

Classificação
1º - Brasil - 9 pts
2º - Irã - 5 pts
3º - Japão - 4 pts
4º - Romênia - 4 pts
5º - China - 0 pt
*Horário de Brasília




Anderson Rios, Fagner Pinho, Rafael Xavier e Daniel Gondim
Assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Futebol de Salão
imprensa@cbfs.com.br
(62) 3274-1337/3274-1431

Jovens atletas abrem Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno

Categoria de base do esporte domina primeiro dia da competição que vai até domingo, 5 de junho, no Rio de Janeiro

Os atletas da categoria de base do Pentatlo Moderno deram a largada no Campeonato Sul-Americano da modalidade olímpica nesta quinta-feira, 2 de junho. Até domingo, 5, grandes nomes do esporte no continente vão passar pelo Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Para o Brasil, o primeiro dia de competições foi excelente.
Das 12 medalhas em disputa, os brasileiros conquistaram 10 delas.

O Sul-Americano é formado por três categorias: Jovem, Júnior e Sênior. Todas elas com provas no masculino e no feminino. Além do Brasil, com 45 atletas, cinco outras delegações enviaram representantes para a capital fluminense: Argentina (46), Chile (7), Equador (9), Venezuela (2) e Panamá (1).

A categoria de abertura do torneio, a Jovem, é formada por seis grupos, de A a E. No Sul-Americano, somente A e B fazem parte dos resultados oficiais. No entanto, os atletas da C em diante foram vistos nas arenas de Deodoro, nesta quinta-feira.

“Nós iríamos fazer uma disputa interna de aprimoramento para os jovens dessas categorias. Como outros países vizinhos viriam para o Sul-Americano, resolvemos convidá-los. A Argentina e o Chile gostaram da ideia e enviaram representantes”, revela Celso Sasaqui, vice-presidente da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM).

Diferentemente das disputas no Sênior e Júnior, que incluem provas de esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida, a categoria Jovem A não tem a prova de hipismo. Já entre os mais novos da B e C, além do salto de obstáculos com cavalo, o duelo com espada fica de fora. Na D e E, mais uma competição é retirada, o tiro esportivo.

“O atleta começa no esporte apenas competindo na natação e na corrida. Conforme vai evoluindo suas formas física e técnica, o número de modalidades vai aumentando até chegar ao Pentatlo Moderno, englobando as cinco provas”, explica Celso.

Só deu Brasil

Na competição oficial do primeiro dia do Sul-Americano no Rio, o Brasil soube aproveitar a vantagem de competir em casa. O país esteve presente em todos os pódios, levando 10 das 12 medalhas em disputa. O verde e amarelo da bandeira nacional foi o uniforme do campeão em três baterias.

Uma delas consagrou William Muinhos com a medalha de ouro na Jovem A. O carioca de 17 anos é uma das revelações do PentaJovem, projeto que a CBPM mantém há pouco mais de dois anos no Rio de Janeiro e em Recife para a formação de novos atletas. Ele fez as quatro provas da sua categoria (esgrima, natação e o evento combinado de tiro e corrida) somando 4560 pontos. A medalha de prata ficou com Felipe Nascimento (4328), integrante do centro de treinamento da CBPM na capital pernambucana, o Salesiano/Powerade-PE. Logo atrás, em terceiro lugar, Lucas Santos (PentaJovem-RJ) ficou com o bronze ao somar 4000 pontos.

No Jovem A feminino, a chilena Javiera Antonia Rosas Ceron se saiu melhor. Subiu no lugar mais alto do pódio com 3436 pontos. A prata e o bronze da categoria ficaram com o Brasil, sendo conquistadas por Amanda Turute (3300) e Andressa Lima (2684), respectivamente. Outras duas descobertas do PentaJovem-RJ.

Uma categoria depois, a Jovem B, as mulheres brasileiras dominaram as primeiras posições. A pernambucana Brenna Lima (Salesiano/Powerade-PE) ficou com o primeiro lugar, ao somar 2884 pontos. Stephany Saraiva (PentaJovem-RJ) veio logo depois com a prata (2708) e Bianca Cavalcanti (PentaJovem-RJ) encerrou o pódio canarinho (2516).

Dentre os homens da Jovem B, houve um chileno no meio do caminho. Nem tanto assim, pois ele ficou com o bronze. Gabriel Sasaqui (PentaJovem-RJ) e Caio Silva (PentaJovem-RJ) levaram a melhor ao conquistar a medalha de ouro e prata, respectivamente com 3404 e 3112 pontos.

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE PENTATLO MODERNO DE 2011 De 2 a 5 junho no Complexo Esportivo de Deodoro – Rio de Janeiro – RJ

* CALENDÁRIO
Quinta-feira (2 de junho)
Jovem (masculino e feminino)
Sexta-feira (3 de junho)
Júnior feminino
Sênior feminino
Sábado (4 de junho)
Júnior masculino
Sênior masculino
Domingo (5 de junho)
Revezamento misto jovem, júnior e sênior
* HORÁRIOS E INSTALAÇÕES (válido para todos os dias)
8h – Esgrima
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
11h – Natação
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
13h30 – Hipismo *
Parque Equestre General Eloy Menezes
Avenida Duque de Caxias, 2660 - Vila Militar
* No primeiro dia não haverá a prova, já que a categoria Jovem não inclui o esporte
16h - Evento Combinado (Tiro e Corrida)
Círculo Militar da Vila Militar (CMVM)
Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 - Vila Militar
17h30 - Premiação

Pentatlo Moderno consolida instalações no Rio como importante centro olímpico brasileiro

Com Campeonato Sul-Americano da categoria, Confederação Brasileira do esporte realiza mais uma competição internacional na cidade. O Secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, enaltece as iniciativas da instituição e confirma que as arenas onde provas serão disputadas estarão mais completas para 2016

O Rio de Janeiro definitivamente se projetou na rota dos grandes eventos esportivos mundiais. Mais do que isso: se fixou nela. Os Jogos Pan-Americanos de 2007 foram somente o embrião de uma onda de competições que passariam a escolher o cenário carioca como papel de parede. O auge da capital fluminense aconteceu há dois anos quando foi escolhida sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Até lá, a cidade ainda abraça outras disputas internacionais, como a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Mundiais Militares, agora em julho, e diversos torneios das confederações nacionais.

É o caso do Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno, que chega nesta quinta-feira, 2 de junho, ao Rio. Como apoio do Ministério do Esporte, o torneio vai reunir até domingo, 5, grandes nomes da modalidade no continente vão passar pelas provas de esgrima, natação, hipismo e o evento combinado de tiro e corrida nas arenas do Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste da cidade. Instalações essas que foram construídas para o Pan de 2007 e hoje se mantêm ativas como legado dos Jogos para a cidade.

Para se ter uma ideia, é lá que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) mantém a versão carioca do PentaJovem, projeto de formação de novos atletas no esporte olímpico com mais provas a serem executadas. Com a realização do Sul-Americano de 2011, Deodoro se firma como um importante polo de desenvolvimento do Pentatlo Moderno no país.

A constatação é do secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser. Em entrevista concedida à CBPM, o gestor público fala da importância do complexo e da necessidade do trabalho que a Confederação vem desenvolvendo no local. Leyser ainda revela os planos que o Ministério tem para Deodoro para as Olimpíadas do Rio.

Analisando a evolução do Pentatlo Moderno no país e se mostrando otimista com a participação dos pentatletas nas próximas competições na Cidade Maravilhosa, Leyser também destaca a visão do Ministério para que o Rio atraia, cada vez mais, competições de nível mundial para a cidade.


Confira a entrevista na íntegra:


1. O Campeonato Sul-Americano de Pentatlo Moderno de 2011 acontecerá no início de junho, no Rio de Janeiro. Qual a importância de se realizar uma competição internacional justamente no local onde teremos os Jogos Mundiais Militares em julho?

Quando construímos o Complexo Esportivo de Deodoro para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o Ministério do Esporte já tinha preocupação com o legado que aquelas instalações trariam para o esporte brasileiro. Desde então, mantivemos o complexo com uso intensivo, não apenas para competições dos diversos esportes que as instalações abrigam, mas também para treinamentos e mesmo para iniciação esportiva e projetos de esporte social. Entre o Pan de 2007 e o final de 2010, sediamos 100 eventos esportivos em Deodoro, entre mundiais, sul-americanos, seletivas olímpicas, disputas nacionais, estaduais e locais e inúmeras provas juvenis, além de treinamentos de atletas e seleções do Brasil e de outros países. Poucas instalações esportivas no país têm tanta utilização. A realização dos Jogos Mundiais Militares é parte dessa estratégia de ampla utilização do espaço. O pentatlo moderno vem contribuindo com essa estratégia, tendo realizado competições importantes em Deodoro, entre elas o Sul-Americano Open de 2007, a Final da Copa do Mundo de 2009, o Pan-Americano e o Brasileiro de 2010 e agora o Sul-Americano. Obviamente que fazer o Sul-Americano precedendo o evento militar garante um bom teste das instalações.

2. Que aprimoramentos técnicos os pentatletas que vão defender o Brasil nos Jogos Mundiais Militares podem conseguir ao competir com atletas estrangeiros?

A experiência de uma disputa internacional é inigualável. Nossos atletas necessitam ter essa experiência se o Brasil quiser galgar um espaço mais destacado no esporte mundial. E não é apenas a disputa esportiva em si que conta, mas a convivência com atletas de culturas diferentes, o ambiente numa vila olímpica ou numa concentração, a observação de novas técnicas e comportamentos, aclimatação... Tudo contribui para o aperfeiçoamento técnico. É importante que nossos atletas estejam atentos ao esporte praticado nos países que mais se destacam na modalidade para extrair deles ensinamentos sobre o que se deve ou não deve incorporar nas rotinas de treinamento e competição aqui no Brasil.

3. A mídia esportiva tem apontado o desempenho da pentatleta Yane Marques nos primeiros meses de 2011 como um dos mais destacados entre os competidores brasileiros em modalidades individuais. Que impactos o senhor vê para esse momento da vida da atleta com um possível título mundial agora em julho?

Antes de a Yane se tornar conhecida, poucos brasileiros já tinham ouvido falar do pentatlo moderno, esporte pouco divulgado no país. O desempenho dela tem sido extraordinário inclusive para projetar o esporte no Brasil. O quinto lugar na Hungria foi fantástico. Acredito que a melhora da performance da Yane é crescente e consistente, e o Ministério do Esporte se orgulha de contribuir com o aperfeiçoamento dela concedendo-lhe a Bolsa-Atleta, uma ajuda financeira para que os atletas brasileiros tenham melhores condições de se preparar para as disputas. Mas, mesmo correndo o risco de ser injusto com as demais, eu gostaria de destacar outras pentatletas que se destacam no Brasil, como a Larissa Lellys e a Priscila Oliveira, que também são bolsistas do nosso programa. Óbvio que necessitam alcançar um estágio mais avançado no ranking do pentatlo, mas esse é um processo contínuo que conta com o esforço da confederação, do Ministério e do COB, na tentativa de garantir-lhes boas condições de treinamento e competição, bons equipamentos, intercâmbio e outras formas de suporte.

4. O Campeonato Sul-Americano de 2011 é a mais recente atividade que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) desenvolve no Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Como o senhor vê o futuro de Deodoro no cenário esportivo brasileiro?

Para os Jogos Olímpicos de 2016, no Complexo de Deodoro estão previstas as competições de hipismo, tiro esportivo, esgrima e pentatlo moderno. Nos Jogos Paraolímpicos, três modalidades: esgrima em cadeira de rodas, hipismo e tiro esportivo. O centro de hóquei será um dos locais de treinamento dos Jogos Olímpicos. O Centro de Pentatlo terá a construção de uma arena de esgrima (que será também um ginásio poliesportivo permanente, um legado das Olimpíadas) e a montagem de um estande de tiro e uma pista de equitação, ambos em instalações temporárias, para completar suas instalações de forma a concentrar as competições em um só local. Além disso, em área contígua ao atual Complexo, está prevista a construção, pelo governo federal, do Parque Radical do Rio, ou X-Park, um centro de esportes radicais. Durante os Jogos de 2016, o parque abrigará três modalidades – canoagem slalom, ciclismo BMX e mountain bike, este em instalações provisórias – e, após as competições, permitirá maior aproximação dos esportes olímpicos com a juventude carioca e brasileira, porque vai dispor de quadras poliesportivas, campo de futebol, pistas de skate e parede de escalada indoor e acomodações para atividades físicas. Deodoro será um dos principais núcleos dos Jogos de 2016, e isso projetará as instalações em nível mundial. Ali próximo será construído o novo autódromo internacional do Rio. E também na região, o governo federal está construindo um centro de treinamento de badminton. Isso demonstra que o Ministério do Esporte aposta que Deodoro, nos próximos anos, se tornará um relevante polo esportivo do Rio de Janeiro e do Brasil, o que ajudará a desenvolver a região em termos de economia, turismo, urbanismo. Vale lembrar que a região de Deodoro é a que conta com maior índice de população jovem no município do Rio.

5. Em Deodoro, a CBPM também mantém há mais de dois anos um projeto para formação de atletas; muitos deles, inclusive, vão representar o Brasil no Sul-Americano. Como o senhor avalia o movimento das diversas modalidades no país de se investir na descoberta de novos talentos? É de interesse do Ministério do Esporte incentivá-las nessa prática?

Sim, claro. O Ministério tem apoiado na prática o trabalho de clubes e confederações para formação e desenvolvimento de talentos. Temos feito dezenas de convênios com as confederações para diversas finalidades, e uma das principais é o investimento em atletas e seleções de base. A Bolsa-Atleta é outro exemplo de investimento direto no atleta estudante ou de base. Lá mesmo em Deodoro há outras modalidades que fazem trabalho de base, caso do hóquei e do judô. O Ministério incentiva de todas as formas possíveis.




6. O Brasil tem demonstrado ao longo dos últimos anos uma elevada competência para organizar campeonatos internacionais. Provavelmente este foi um fator que pesou muito na escolhida do país para sediar as Olimpíadas de 2016. Que ações de apoio o Ministério do Esporte pode oferecer para que as confederações se habilitem nas concorrências para sediar competições de alto nível em nosso país até 2016?

O governo federal pode contribuir de várias formas. Uma delas é ajudando a qualificar as instalações esportivas do país. Outra é apoiar financeiramente a operação dos eventos. Outra é fazer a articulação entre as três esferas de governo para garantir melhor estrutura aos eventos. Ou ainda a colaboração técnica para montagem dos projetos. E sobretudo oferecendo o crescente prestígio internacional do Brasil como credencial para as entidades promotoras. Todas essas formas de apoio já vêm sendo utilizadas de algum modo na conquista dos eventos que já vieram recentemente ou que virão para o país.

7. Em 2011, alguns países perderam o privilégio de sediar importantes competiçoes mundiais. Por instabilidades políticas, o Egito não vai sediar mais o Mundial de Pentatlo Moderno e, por conta da recente tragédia no Japão, o Mundial de Ginástica Artística não vai acontecer mais no país asiático, por exemplo. Frente a essas alterações imprevistas, como o Brasil poderia se mostrar capaz de receber esses torneios?

O primeiro passo é a manifestação de interesse das confederações e outras entidades do esporte brasileiro. Havendo interesse, passa-se à articulação do projeto, à busca dos meios para viabilização e à interlocução com os promotores.

8. Voltando ao Sul-Americano, a competição vai definir os pentatletas que vão representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Quais são as expectativas do senhor em relação à participação do Brasil no Pan do México?

A expectativa é boa. O Pan é mais um degrau que nossos atletas sobem na preparação para os Jogos de Londres em 2012 e para outras competições de âmbito mundial. Precisamos dar todo apoio à equipe que irá a Guadalajara. Com tranquilidade e boa preparação, nossos atletas farão o seu melhor.

9. Arriscaria algum palpite também para os Jogos de Londres, em 2012?

Prefiro reiterar que o Ministério do Esporte vem investindo de modo crescente para melhorar o posicionamento do país no esporte mundial. Há investimentos diretos do orçamento da União, da Lei Agnelo/Piva, das empresas estatais e da Lei de Incentivo. Tudo com objetivo de que o Brasil desponte e se sustente entre os melhores do mundo. Nosso propósito, alinhado com os comitês Olímpico e Paraolímpico brasileiros, é alcançar um crescimento sustentável do esporte brasileiro, para que o bom desempenho que almejamos para 2016 seja progressivo a cada edição posterior dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos. Claro que, para 2012, ainda não veremos plenamente o resultado do planejamento e dos investimentos que vêm sendo feitos, mas esse é um processo gradual. Imagino que teremos melhor desempenho do que nos Jogos de Pequim, e isso será um bom resultado.